Brasil, um País dividido!?

Por: Herbert Melo | 27 março 2016 | 03:29 pm
Uma visão do cenário político

Presenciamos recentemente uma série de manifestações pelo País, expressando o descontentamento com a política nacional e suas peculiaridades, não que a insatisfação seja algo novo e inesperado; mas o que se ver de diferente nessas mobilizações é o debate criado em torno da legitimidade do movimento. Enquanto uns sustentam que a iniciativa foi criada e articulada pela elite e em prol da mesma, portanto sem motivos para existir, outros acreditam que a mobilização é oportuna e autêntica contra a corrupção tão presente na nossa política.

 

Se por um lado entende-se que o partido da situação é ineficaz e conivente com os escândalos de corrupção que abalaram o cenário político nos últimos anos, outros defendem que as medidas adotadas pela atual gestão foram responsáveis pelas maiores reformas sociais que o país já teve.

 

Inegável os avanços conquistados na última década no campo social, como uma melhor distribuição de renda, haja vista, o número de brasileiros inclusos no mercado de consumo, que anteriormente não existia para esse nicho, sem falar a quantidade de compatriotas oriundos da classe baixa ingressando nas universidades país afora, além do fomento às ações afirmativas, para citar alguns exemplos. Porém, sabemos que muitos frutos colhidos nos últimos três mandatos presidências, foram plantados no governo anterior, mais precisamente na metade da década de 1990.

 

É evidente a estagnação que afeta a economia nacional e consequentemente o desenvolvimento do País, muito por conta das medidas equivocadas adotadas pela nossa mandatária, além do modelo de concessão feitas aos demais partidos em troca de apoio estratégico, ainda que essa prática não seja novidade, mas que na atual administração foi utilizada exaustivamente, ao ponto de ficar refém de interesses escusos em detrimento do interesse nacional.

 

De fato a corrupção não é exclusividade do partido que hoje governa o país, sempre habitou as entranhas da nossa política (mas nem por isso deve haver o comodismo). E os grandes veículos midiáticos nunca enfatizaram tanto os escândalos de um governo como faz atualmente.

 

Como também é legitimo o direito de se expressar e protestar, aliás, são garantias constitucionais, independente da ideologia política/econômica, classe social ou poder aquisitivo,por isso é válida a manifestação de pensamento, desde que não haja ofensa e discriminação de qualquer tipo, muito menos podemos confundir direitos com privilégios, pois, ao iniciar uma discussão sobre política, devemos levar em consideração o país como um todo, com todas as suas contradições e contrastes, posto que, é injusto e mesquinho subjugar o interesse nacional/coletivo em detrimento de um grupo privilegiado.

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Sobre

Prof. Herbert Melo
Formado em Radiologia Médica, Bacharel em Administração de Empresas, pós-graduado em Administração e Gestão do Esporte, Acadêmico de Direito, foi coordenador de pós-graduação de gestão da Educação e Esporte, além de Diretor executivo do Instituto Brasileiro de Ciência de Governo - IBCG.

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