Embu das Artes recebe palestra da JPS sobre Saneamento Básico

Por: Redação | 30 abril 2016 | 03:03 am
Embu das Artes recebe palestra da JPS sobre Saneamento Básico A ONG SEAE promoveu o evento para pensar, junto aos moradores, soluções ecológicas de saneamento para as comunidades isoladas, não atendidas pela Sabesp e prefeitura.
Foto: Divulgação
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Participantes do programa Jovens Profissionais do Saneamento (JPS), da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) falaram aos moradores de Embu das Artes sobre o saneamento básico e apresentaram dispositivos para tratar o esgoto sanitário.

A iniciativa, promovida pela Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE), ocorreu no último dia 16 e surgiu da preocupação com problemas de água de poço contaminada e os riscos de doenças em grande evidência, como as provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zica vírus.

“Para cada dólar investido em água e saneamento, economizam-se quatro dólares em saúde”

A frase é de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), abordado por Álvaro Diogo, coordenador da JPS, que evidenciou a relação direta da saúde pública com o saneamento básico: “a Organização Mundial da Saúde (OMS) define o saneamento como o gerenciamento ou controle dos fatores físicos que podem exercer efeitos nocivos ao homem, prejudicando seu bem-estar físico, mental e social”.

Dessa forma, em lugares em que ele é falho ou inexistente, os índices de doenças típicas, como a diarreia, verminoses e causadas por insetos, são maiores.

No Brasil, a lei federal de nº 11.445 estabelece o fornecimento de água potável; coleta e tratamento de esgoto; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; e drenagem e manejo das águas da chuva, realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente, como principais diretrizes para o setor.

Em Embu das Artes, quase 60% do território é área de mananciais, mas apenas cerca de 40% do esgoto é coletado. Deste montante, somente 15% é enviado para tratamento. Aproximadamente 45% de sua extensão é composta por chácaras agrícolas e residências com baixa densidade, onde poços, fossas e esgotos despejados diretamente nos rios são predominantes.

Soluções de tratamento

Renato Fenerich, membro da JPS, explicou que a instalação incorreta de fossas podem contaminar a água de poços e os lençóis freáticos. Segundo ele, “além de respeitar a distância mínima de 15 metros entre as duas instalações, é necessário também conhecer a direção do fluxo do lençol, tanto na sua residência quanto no entorno”.

Como opção para descontaminar as águas coletadas dos poços, ele citou raios ultravioletas e o Clorador Embrapa, um dispositivo simples para instalar no condutor da água do poço para a caixa d’água. Ao dispositivo, é necessário adicionar uma mistura de cloro para que a água atinja as condições de potabilidade definidas pelo Ministério da Saúde.

Fossa Séptica Biodigestora Anaeróbia (sem a utilização de oxigênio) pode ser a alternativa para coleta e tratamento de águas negras (do vaso sanitário). Ela age por fermentação, com o uso de bactérias naturais que decompõem os resíduos sólidos, até o ponto que possam ser devolvidos para a natureza.

O jardim filtrante, por sua vez, foi a alternativa apresentada para tratar as demais águas de uso doméstico, conhecidas como águas cinza. O sistema é inspirado nos pântanos e manguezais. Consiste em construir uma área alagada com o uso de plantas macrófitas. Elas são poderosas em filtrar as impurezas dessa água, até o ponto em que possam voltar ao meio ambiente.

Crédito: Secretaria SEAE

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