Doria vai manter 50 km/h em uma faixa de pista local das marginais

Por: Redação | 21 novembro 2016 | 06:48 pm
Prefeito eleito também disse que vai manter tarifa do ônibus em R$3,80 em 2017, mas estuda reduzir gratuidades para idosos ou estudantes.
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Doria diz que vai manter velocidade reduzida na faixa da direita de pistas locais das marginais Pinheiros e Tietê

prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (21) que vai manter a velocidade máxima em 50 km/h na faixa da direita das pistas locais das marginais Tietê e Pinheiros. Durante a campanha, o tucano havia prometido retornar o limite para 60 km/h em toda a via. Logo após as eleições, ele chegou a dizer que a mudança aconteceria já na primeira semana de mandato.

Doria alega, no entanto, que a nova decisão não altera o seu planejamento original. De acordo com o tucano, a ideia era manter a velocidade reduzida em alguns trechos específicos das marginais, onde há grande fluxo de pedestres e maior registro de acidentes. Mas, segundo ele, as mudanças repentinas no limite de velocidade poderiam confundir os motoristas.

“Os nossos estudos indicaram que ficaria um pouco difícil para a população, ao dirigir os seus automóveis, indicar claramente onde era 50 km/h, onde era 60 km/h. Principalmente porque os radares vão continuar a fazer o seu serviço. Não mais com a volúpia e não mais com a GCM com as pistolinhas, mas o sistema de controle de velocidade vai continuar”, justificou-se.

João Dória, Prefeito eleito por São Paulo.

João Dória, Prefeito eleito por São Paulo.

 

Segundo o prefeito eleito, apenas a primeira faixa das pistas locais, utilizada pelos ônibus e no acesso dos veículos para as marginais, não terá a velocidade aumentada. Nas demais faixas, o limite sobe para 60 km/h. Já a promessa de retornar a velocidade máxima para 70 km/h e 90 km/h nas pistas central e expressa, respectivamente, será cumprida, garante o tucano.

Redução de gratuidades

Doria também disse que estuda reduzir as gratuidades oferecidas nos ônibus da capital. Segundo o futuro secretário de governo Julio Semeghini, os benefícios como o bilhete único e o passe livre para estudantes e idosos custam aos cofres públicos cerca de R$ 750 milhões ao ano. Como o tucano prometeu não elevar a tarifa durante o seu primeiro ano de mandato, a equipe de transição ainda não sabe de onde vai tirar o dinheiro para bancar este subsídio.

“A tarifa não muda. Quero reafirmar que a tarifa ficará mantida a R$3,80 até 31 de dezembro de 2017. Em relação à gratuidade, estamos estudando. Estamos analisando isto com um grupo de trabalho composto pela Secretaria da Fazenda, a Secretaria de Gestão e a Secretaria de Transportes. Oportunamente nós vamos comunicar o resultado”, disse Doria após evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) na Zona Sul da cidade.

 
 
Crédito: Por Will Soares, G1 São Paulo

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