Capão Redondo comemora 104 anos

Por: Redação | 30 abril 2016 | 03:27 am
Dia 30 de abril “O Dia do Capão Redondo” foi instituído oficialmente através da Lei 13.228 de 03 de dezembro de 2001, Projeto de Lei 158/01.
Foto: Kobra
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Nesse sábado, dia 30 de abril de 2016, o distrito de Capão Redondo, bairro da zona sul de São Paulo, comemora 104 anos, data foi oficializada através de uma lei municipal de 2001.

O Capão Redondo situa-se dentro de uma circunferência de 50 quilômetros e pertencia ao senador Uladislau Herculano de Freitas, que se tornou presidente, termo para governador na época, do Estado do Paraná em 1890, além de tornar-se Ministro da Justiça e Negócios Exteriores em 1913, e dirigir a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Foi ainda deputado e senador estadual em São Paulo. Estas terras do Capão Redondo foram adquiridas por outros donos por meio de permuta entre terras da família Corrêa na cidade de Itapuí, antiga Bica da Pedra, região de Jaú, no interior paulista. A propriedade depois foi vendida ao Capitão Amaro Vieira de Morais, Salvador Corrêa e aos pais da esposa de Pantaleão Teizen. Em 1912 a família de Salvador Corrêa, Antonio Pires de Oliveira e Antonio Rodrigues da Silva, mudaram para a região, seguidos de outras famílias.
Como parte decorrente da imigração alemã veio para a região em 1914 Johannes Rudolf Berthold Lipke, original de Berlim, na Alemanha, para a então Cidade Paulista de Santo Amaro onde realizou uma série de conferências pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, tendo na época contato com o casal Benedita da Conceição e Pantaleão Teizen que venderam a propriedade de 56 alqueires paulista por vinte milhões de réis acertados em 28 de abril de 1915, dando início ao Seminário Adventista no Capão Redondo, hoje UNASP, Campus São Paulo, na Estrada de Itapecerica onde foram implantadas as instalações do “Colégio da União Conferência Brasileira Adventista do Sétimo Dia”, com sede fundada em 06 de maio de 1915 e que mais tarde passou a denominação de Colégio Adventista Brasileiro.

 

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Como primeiro diretor do Seminário Adventista de 1915 a 1918 foi apoiado por John Boehm, fundador e primeiro administrador desta instituição, o qual foi incumbido em construir o prédio da escola, idealizado para formar estrutura educacional e para ser auto-suficiente por si, produzindo as próprias necessidades básicas.
Em 1942 foi implantada a indústria Superbom, fundada pelo Instituto Adventista, que iniciou a produção de sucos, em especial de uvas adquiridas na cidade de Jundiaí, classificadas com esmero de especialistas, como senhor Hugo que mantinha o sumo no lagar, além de manter caldeiras em fogo brando, com produção de mel, cevada e grãos integrais, e concentrados de soja vendidos em pequeno armazém que havia na estrada de Itapecerica. Havia determinadas pessoas que cuidavam de outros seguimentos, como o senhor Framiak, que dirigia toda a turma que havia nesta área produtiva, como o Zé Horta, que recebeu a alcunha cuidando das leguminosas, ou o seu Antonio do Trator, que remexia a terra preparando o solo para o cultivo, ou o seu Paulo veterinário que recebia toda informação possível por parte do Lourival, que controlava o plantel. Havia animais com nomes pitorescos como Nativa, Festa, Botãozinho, que eram vacas de lactação, fornecedoras, em média diária per capita de 40 litros de leite, ou sendo preparadas para a cria sendo cobertas por touro robusto que “bufafa” na raia, solitário, e por sua aparência recebeu o nome inglês de Strong, pela sua robustez, de estrutura fortalecida, meio amarronzado, além de outros animais que fizeram parte de um quadro genético dos melhores, como Jaguari, Sorriso e Fumaça, e que o os tratadores Bonfim e Sassá, este último apelidado desde criança lá em Itabuna, Bahia, onde aprendeu o manuseio, aplicavam a técnica apropriada, cuidando com carinho a pequena manada, se podemos assim falar desta seleção de animais escolhidos para dar qualidade aos produtos locais deste subúrbio interiorano.

 

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Com a iniciação do loteamento os primeiros a adquirir os terrenos próximos a Escola Adventista foram as Zorub e os Van Rôo, talvez integrantes de famílias provenientes de outras regiões européias, e que foram sendo adaptados a outra realidade. Aos poucos foram sendo loteadas outras glebas em antigas propriedades de Antonio Chácara, Quirino Diz, Belchior de Araujo, Juca Candido e Juca Grilo, dando origem a expansão de novos bairros como Parque Fernanda, em 1959, com área de 37.248,50 m2 do espólio de Jose Figueiredo Junior, processo nº 291/59 loteado por Dantas de Freitas S.A Comercial Agrícola e Construção; Jardim Comercial, em 1961 possuindo 110.491,85 m2 constituído pela Comercial e Construtora A. E. Carvalho S.A. ou o Jardim das Rosas, projetado em 1963 com 98.773,00 m2 e o Parque Independência com 223.248,00 m2, feito pela Simberg Imobiliária e Agrícola Ltda.

Deste modo onde foi um dia área de caça de pequenos animais selvagens que possuíam seu habitat natural na localidade, surgiu esta região administrativa do Capão Redondo com área estimada em 13,6 km2 adensada na periferia que cresce no extremo da capital, de muita arte e cultura paulistana.

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Crédito: Carlos Fatorelli

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